Este conteúdo é educativo e não substitui uma avaliação clínica. Em caso de dúvida ou emergência, procure o pronto-socorro mais próximo ou fale com o pediatra que acompanha o bebê.
- 1Febre nos primeiros 3 meses — temperatura retal ≥38°C exige avaliação no mesmo dia.
- 2Dificuldade para respirar — respiração rápida, gemência, batimento de asa do nariz.
- 3Recusa alimentar persistente — mais de duas mamadas seguidas recusadas, ou mama com muito menos força que o habitual.
- 4Icterícia que se intensifica ou se espalha — para braços, pernas ou olhos, ou que não melhora após os primeiros dias.
- 5Choro muito diferente do habitual — ou bebê anormalmente "mole" (hipotônico).
- 6Menos de 4–6 fraldas molhadas em 24h.
- 7Vômitos em jato — diferentes das "golfadas" comuns após a mamada.
- 8Cordão umbilical com sinais de infecção — vermelhidão ao redor, secreção com odor ou sangramento.
- 9Coloração azulada de lábios ou extremidades.
- 10Alteração de tônus ou convulsões — movimentos repetitivos anormais, rigidez ou flacidez.
Por que a triagem neonatal importa tanto
Parte desses riscos já é rastreada logo nos primeiros dias, através da triagem neonatal. O Teste do Coraçãozinho (oximetria de pulso), por exemplo, é fundamental para o diagnóstico precoce de cardiopatias congênitas — cerca de 8 em cada 1.000 recém-nascidos têm alguma cardiopatia congênita, sendo 2 desses casos graves. O Teste do Olhinho (reflexo vermelho) rastreia alterações como catarata congênita. É por isso que o acompanhamento contínuo durante a internação — e não só uma consulta avulsa — faz diferença real.
Fontes: Ministério da Saúde — "Atenção à Saúde do Recém-Nascido: Guia para os Profissionais de Saúde"; Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) — Departamento Científico de Neonatologia; UpToDate.